sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Levei um tapa...

Ontem levei um tapa na cara ! Mas foi aquele tapa doído, que tá machucando toda vez que eu lembro. Aquele tapa que arde, que deixa marcas, que tem o poder até de rodar, que me deixou tontinha. Levei um tapa de um pessoa que longe, conseguiu me acordar pra realidade da minha vida. E só foi assim. Um tapa com palavras. Porque as gentis e as passadas de mão na minha cabeça já não tinham tanto efeito!
O tapa me fez acordar. Os dias vão passando, deixei a rotina me engolir, deixei o sentimento ficar, deixei certas coisas se tornarem verdade, deixei que essas coisas me controlassem. Fiz o possivel pra não perder o controle da situação. E foi preciso um tapa na cara pra eu perceber que controle é o que eu não tenho.
Deixei que todos, menos eu , controlassem a minha vida, ditasse as regras para permanecer nela. Foi 'acordante.' Levar um tapa na cara de uma pessoa que está a km de vc, foi acordante. Porque percebi que os limites na história quem dá sou eu. Que eu tenho pessoas ao meu lado que ditam condições. E essa condição é que eu 'deixe de besteira' e corra logo pro banco do motorista, e assuma a direção. Deixe de ser apenas a co-pilota da minha PRÓPRIA vida.
A amizade envolve tantas coisas diferentes. Envolve caminhos trilhados com confiança, lado a lado, de mãos dadas. E mesmo longe, ainda sinto que as mãos estão dadas. Envolve MUTUO respeito e atenção, envolve sentimentos gratuitos, não condicionados. Não existe condição. Não existe repertório ideal. Existe olhares trocados, abraços dados, sorrisos, lágrimas, tapas na cara. Tapas que fazem acordar.
É dificil perceber que estamos errados. É doloroso entender. Mas é preciso.
E ainda saber que quando eu entendi que estava no caminho errado, teve alguém pra me puxar e me colocar no caminho certo.
Agora entendo perfeitamente Fábio de Melo quando ele diz: ' A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fossêmos. (...) estamos mais preocupados em saber o que outro pensa sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos'

Sorriso no rosto e firmeza nas decisões!
Hoje eu decidi que não quero precisar mais de tapas.
E sim de sorrisos que dividam comigo a alegria, a tristeza. E que estejam dispostos a continuar ao meu lado.

7 comentários:

Sammyra Santana disse...

Gemea, arrasou!
Uns tapinhas desses de vez em quando são bons pra gente acordar, ou seja, a-cor-dar, dar cores pra essa vida que insiste em ser cinzenta e sem graça.
aí sim, fica tudo com cor-de-arco-íris, desses assim bem coloridinhos! e o que teremos de sobra serão sorrisos, gargalhadas pra dividir!
Beeeeeeeeeeeeijo

Jeany disse...

De vez em quando alguns tapas na cara são importantes. São BEMMM doídos...mas são importantes para amadurecimento.

Levei DIVERSOS tapas na cara...

Dê uma passada no meu blog e me ajude com uma dica!

Beijão

Na. disse...

Pessoas de sorte são aquelas que possuem amigos que conseguem lhe dar tapas na cara assim como este que você levou, que acordam para a vida!

Xerus
=***

Camila disse...

muito boa essa decisao :)
seja felix

César Martin disse...

eu dou um tapa na cara fácil.

Marcelli disse...

Amiga...olha só depois d tantos anos...uahauhua...entrei no seu blog pra ver.. =)) hihihi..
Gostei mtoo =).. Tu diz muitas coisas bonitas e tristes ao mesmo tempo =))Mas, muitas q fazem a gente refletir bastante...gosto disso!!!
Bjo Bjo Bjo

fatinha disse...

Era o que estava precisando ouvir e ver. Este artigo sobre o tapa na cara veio de encontro ao que estou sentindo. Ontem eu levei um tapa na cara, e de verdade. Foi de uma pessoa que eu julgaca especial pra mim, e que jamais esperava isso. Doeu muito, sim, mas a dor mesmo é na alma, esta, não se apaga. Porque a dor física é momentânea, mas não menos intensa que a da alma. Mas, apesar de ter sido terrível, eu não pude nem chorar, na hora. Tive que "guardar" tudo prra mais tarde, porque ninguém podia ver ou saber. E eu ainda não pude fazer isso da forma que era preciso: chorar, colocar pra fora, deixar sentir. Não deu, vai ficar guardado este sentimento. Serviu apenas pra uma coisa: eu acordei. Agora, não aceito mais humilhações, nem imposições de ninguém. Quem bate, é covarde, e não, forte. É fraco, não tem coraguem de fazer isso com alguém que representa força, só faz com os mais fracos que ele.Um dia, talvez, a minha dor passe, mas hoje, ela ainda está aqui, quetinha. Um dia, hei de sair deste estado de letargia hunilhante e assumir minha vida. Dignidade é o que eu quero pra mim e pra todos. Um grande abraço e muito obrigada.